Universidade Federal Fluminense

Pelo menos a terra estava ali para amparar as fezes moles da criança nua. Quantos mais teriam visto? Certamente ninguém parou para contemplar, nem eu. Flagrei a cena desavergonhada bem ao lado da porta nobre do centro universitário. Mal ergueu os joelhos, já sentou a brincar com os irmãos igualmente nus no solo fertilizado, separado por grades das férteis mentes. Quanto tempo levará para que aquela mesma criança esteja também sob nossos pés? Resquício de pó em sapatos de couro que a brisa leva. Pronto, já não estará.