meu sertão

ensaio fotográfico

Um Tucunaré meu. Um Robalo e um Tucunaré do Fabio. Isso fora os da rede. Coisa gostosa é passear de barquinho e pensar que fechar o olho pra descansar aqui é um desperdício só. Fábio é filho do Ionnás, que é dono do Bar de Tolda e cozinheiro de mão cheia. Ele tem três irmãos: Flávio, Fabrício e Fabriane. Tem também uma filha, a lindona da Duda que eu espero me visitar no Rio de Janeiro. Quero mostrar a ela a terra que eu adotei. Lá pra dentro do assentamento, vejo uns homens com arma e pergunto a João se é pra se defender. Ele diz que não, que aqui nem tem briga. É pra caçar mesmo. Eles caçam mocó, tatu, gavião e até esses bichos que o Ibama não deixa. É que às vezes não tem o que comer, sabe? Depois do São Francisco meu segundo lugar preferido é o Conservatório de música de Piranhas. Imagina você que tem uma cadeia na cidade daí mandam fechar e constroem uma escola pública de música. É dessas histórias que são feito filme, só que na vida real mesmo. Mas essa lua, mas esse rio... parece que moram aqui dentro mim. Saudade é qualquer coisa entre Alagoas e Rio que faz meu peito transbordar.

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